sexta-feira, 26 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

39 ANOS DO TRI

quarta-feira, 17 de junho de 2009

LIBERTADORES, UM SONHO REALIZADO


Como nasce um sonho:

Eu tinha 15 anos em 1981, chegou o fim do ano e o meu PALMEIRAS não conseguiu se classificar para as finais do Paulistão, pior, com a má colocação na tabela iria disputar a Taça de Prata do Brasileirão de 82 (uma espécie de segundona).
O time da moda, com justiça, era o Flamengo, um timaço que tinha em Zico seu maestro. O Fla estava disputando a final da Libertadores com o Cobreloa do Chile, ganharam de 2x1 no Maraca e perderam de 1x0 no Chile, como gol e gol em qualquer lugar e a regra era mais justa não tinha essa injustiça de gol fora de casa valer mais, houve um terceiro jogo. Dia 23 de novembro de 1981 em não fui para rua, fiquei em casa e assisti o Flamengo derrotar o time chileno por
2x0, os dois do Zico. Com o apito de final do jogo o que se viu foi uma grande festa por parte dos jogadores, mas nada comparável com a festa da torcida no Rio e em todo o país. Confesso que paguei o maior pau e criei um sonho, era um sonho bem distante: “Um dia vou ver o meu PALMEIRAS Campeão da Libertadores”.


A realidade:

Para quem sonhava com a Libertadores, confesso que a realidade era dura, o meu time repleto de Buiões, Darintas, Jaimes Boni, Bizus e demais perebas contratados à baciada pelo já ultrapassado(naquela época) Hugo Palaia não conseguia nem vencer o Paulista, quem diria a Libertadores.
E os anos 80 foram se arrastando e eu mantinha meu sonho vivo, mas por ora eu ia focando no paulista e no brasileiro, que era o que a gente disputava. A cada inicio de campeonato eu tinha a certeza que, “agora vai” e no final não ia. Mas como função de torcedor era torcer eu seguia indo a todos os jogos do Verdão.


Era Parmalat:
Em 92 o PALMEIRAS firmou o contrato de co-gestão com a Parmalat e o time que já possuía uma base boa com Tonhão, Cesar Sampaio, Mazinho, Daniel Frasson, Jean Carlos, Carlinhos e Evair foi reforçado com Zinho e chegou na final do Paulista,
perdemos para o São Paulo de Telê, mas a semente estava plantada.
Em 1993 chegaram Antonio Carlos, Roberto Carlos, Edilson e Edmundo, no meio do Paulista chegou Luxemburgo e dia
12 de junho de 93 acabou a fila de 16 anos, mas essa historia eu já contei aqui. A fila de títulos havia acabado, no mesmo ano de 93 ganhamos o Torneio Rio São Paulo e o Brasileiro. Eu que comecei a torcer no estádio em 1977, logo no inicio da famigerada fila, estava feliz pra caralho, mas meu sonho ainda precisava ser realizado.

Libertadores de 94:
O nosso time de 94 era muito forte, e ainda foi reforçado pelo Rincon, Flavio Conceição.
Ganhamos o Paulista com um pé nas costas e na Libertadores passamos da primeira fase com 3 vitorias e três derrotas, ganhamos em casa e perdemos fora, mas dentre as vitorias aconteceu os 6x1 sobre o Boca Junior, quem viu aquele jogo sabe o que é uma partida perfeita. O Mazinho fez chover.
Nas oitavas de final pegamos o São Paulo, na época bi-campeão da própria Libertadores e Mundial, time de Mestre Telê Santana. Primeiro jogo no final de abril, no Pacaembu, não devia ter mais que 20 mil pessoas no estádio, o Palmeiras matou o São Paulo, era para ter sido uns 3x0, Zetti catou muito, mas o jogo terminou mesmo em 0x0. A Libertadores parou para a disputa da Copa do Mundo dos USA e o jogo da volta foi marcado para o final de julho e a nossa já competente diretoria marcou uma grande excursão para o leste asiático e Japão, nosso time que era muito superior ao São Paulo, chegou na sexta-feira do Japão e no domingo perdeu para o time do São Paulo. Sonho adiado.
Ganhamos o bi-campeonato do Brasileiro, em cima de nossos mais fieis fregueses, e mais uma vez estaríamos na Libertadores.

Libertadores de 95:
Passamos pela primeira fase, contra Grêmio, El Nacional e Emelec, de forma tranqüila, nas oitavas de final perdemos para o Bolivar lá no “Himalaia” por 1x0 e vencemos aqui por 3x0. Veio as quartas de final contra o Grêmio, jogo lá no Olímpico e o Sr. Claudio Vinicius Cerdeira expulsou o Rivaldo aos 13 do primeiro tempo por ele ter recebido uma voadora do delicado Dinho. 25 minutos depois o mesmo Dinho deu outra voadora no Valber e dessa vez o justíssimo arbitro expulsou os dois. Quando Valber(o que recebeu a voadora) saia de campo, a bichona do Danrlei saiu do gol, pulou as placas de propaganda e deu outra voadora no Valber, o rapaz bom pra levar voadora. Na volta para o gol o correto apitador deu um enérgico amarelo para o goleiro baitola. Segue o jogo e o Grêmio faz dois gols, ainda no primeiro tempo. Aí surge a genialidade de um técnico, perdendo de 2x0 com um a menos o que o faz Carlos Alberto Silva ? Retira um dos volantes(Amaral) e coloca mais um atacante. E deu resultado, para o Grêmio, que fez mais 3 gols. Jogo de volta, quem acreditava que poderíamos vencer por 5 gols de diferença e sem 5 titulares ? Eu acreditava, eu e todos os Palmeirenses. E quem foi ao Palestra, assim como eu, assistiu a um
jogo inesquecível. Perdemos a classificação, mas fizemos 5 gols e no final do jogo a torcida ficou no estádio e cantou o hino, foi lindo. E meu sonho teve que esperar mais um pouco.
Felipão:
Chegou em 97 com o compromisso de fazer o PALMEIRAS ser campeão da Libertadores, montou um time muito aguerrido em 97 e apesar de suas limitações de elenco, chegou na final do Brasileirão. Em 98 o objetivo era classificar o time para a Libertadores. Ganhamos a
Copa do Brasil e o Mercosul e o objetivo estava cumprido. Que venha a Libertadores.
Libertadores de 99:
Um grupo difícil, com Corinthians, Olimpia e Cerro Porteño. Estreamos contra o Corinthians, um sábado a tarde no Morumbi, jogo difícil, jogamos melhor e vencemos com gol de Arce. Tomamos uma chuvarada, mas valeu, ganhar “deles” é sempre bom. Lá no Paraguai foram dois jogos bem diferentes, goleamos o Cerro por 5x2 e tomamos de 4x2 do Olimpia. Estavamos tranqüilos com 6 pontos em 3 jogos, mas no returno a coisa se complicou; empatamos em casa com o Olimpia e perdemos para o Corinthians, nos classificamos no sufoco vencendo o Cerro, de virada, no Palestra. Mas o que interessa é que passamos. Como ficamos em segundo lugar no grupo pegamos uma pedreira nas oitavas; o Campeão de 98, Vasco da Gama.
Palmeiras X Vasco



Um jogo difícil, o Palestra lotado, e no finalzinho do 1º tempo Oséas faz o gol que tornou o estádio numa festa só, mas a festa durou até o meio do segundo tempo, quando Guilherme empatou para o Vasco. E o jogo acabou num 1 a 1, saí do Palestra triste, mas com a certeza que poderíamos nos classificar lá em São Januário. É lógico que a mídia esportiva, imparcial como é, no dia seguinte, decretou que o Verdão estava fora.
Chegou o jogo e logo de cara Luizão fez 1x0 para o Vasco, mas com Paulo Nunes e Alex, mas o time deles era bom também e Ramon empatou ainda no 1º tempo. No segundo tempo o Verdão matou o jogo com 5 minutos, Alex e Arce marcaram e o PALMEIRAS desbancava o Campeão em pleno São Januário. Estávamos nas quartas.
Palmeiras X Corinthians


Primeiro jogo no Morumbi, o mundo do futebol assiste o surgimento de um mito; São Marcos, o jovem goleiro, reserva de Veloso fecha o gol e o Verdão ganha por 2 a zero. Passamos uma semana deliciosa, sabe quando o Corinthians conseguiria vencer-nos por dois a zero ¿ Nunca. E não é que os caras fizeram 2x0 e isso no começo do segundo tempo, a partir daí o que se viu foi um jogo emocionante, em que as duas equipes perderam vários gols e de novo São Marcos catou muito. Foi para os pênaltis, acredito que foi um dos momentos mais tensos da historia do Morumbi, quando Zinho pegou a bola para bater seu pênalti parece que o tempo parou, não me lembro da cobrança, só da explosão da nossa torcida e do time correndo para a direção do Marcos e Zinho. Estávamos na Semi-final.
Palmeiras X River Plate



O jogo lá da Argentina mostrou todo o ressentimento do Galvão Bueno por termos tirado os “preferidos da emissora”, o cara torceu o jogo inteiro para o River e na hora do gol deles vibrou mais que em gol da seleção em copa do mundo. O jogo de volta foi aquilo que todo Palmeirense sabe; show de Alex , dois gols, o segundo dle foi um golaço. Palmeiras 3x0 e que venha a final.
Palmeiras x Deportivo Cali
Num jogo em que nós respeitamos muito o time deles, perdemos por 1x0 e o time saiu feliz com resultado, todos já tinham absorvido o estilo Felipão. Mas vamos ao que interessa, a concretização de um sonho d infância.
A grande final:

No dia 13/06 o Palmeiras disputa a primeira partida da final do campeonato paulista, com time reserva enfrentamos o Corinthians, até os 45 do segundo tempo perdíamos por 1x0, quando o Godoi inventou um penalti, a essa altura jogávamos com 9 jogadores . O juiz deu 3 minutos de acréscimo e curiosamente o Corinthians marcou o terceiro gol aos 50 minutos do segundo tempo. Bom que eles fiquem com o Paulistão. Saí do Morumbi encharcado, passei em casa, tomei um banho, comi um lanche, peguei meu um cobertor e fui para a porta do Palestra para garantir meu ingresso na final da Libertadores. Cheguei no domingo às 23hs e saí da Turiassú na segunda às 16h30, com meu ingresso na mão. Ansiedade, foi o que me acompanhou a partir do momento que eu peguei meu ingresso, da segunda para a terça não consegui dormir direito, da terça para quarta não consegui dormir mesmo. De manhã tentei tomar um leite, mas não desceu. Fui para o trabalho, mas não rendeu, na hora do almoço eu falei para o chefe que não conseguia trabalhar e ele me dispensou. Antes de ir para casa passei na Radio Energia 97 e levei uma Xerox do ingresso da final e deixei com o Sombra para ele mostrar para o Zé Paulo da Gloria (que hoje faz o Na Geral da Band), afinal corinthiano tem o direito de saber que existe ingresso de final de Libertadores, não com o nome do time deles, mas existe. Passei em casa, coloquei minha camisa da sorte e fui para o Palestra, as 18 horas eu já estava lá dentro, no mesmo lugar que fico há 32 anos, no alto da arquibancada na reta da linha da grande área do gol da Francisco Matarazzo.


As quatro horas que faltavam para o jogo levaram uma eternidade para passar, e quando o jogo começou, de repente já estava acabando o primeiro tempo. O Deportivo Cali não deixava o Palmeiras jogar e o Verdão não conseguia furar a retranca dos caras. Dudamel, goleiro deles, ficou uns 5 minutos com a bola na mão e o juiz nem acréscimo deu. Segundo tempo, e a pressão do PALMEIRAS foi aumentando até que por volta dos 20 minutos, num pênalti, Evair, que acabara de entrar, bate e marca, ainda comemorávamos quando Junior baiano derrubou um colombiano na linha de fundo e Zapata empatou de pênalti. Mais uns dez minutos de pressão e numa grande jogada de Junior, Oséas marca o gol da vitoria.. O duro é que alguns minutos depois Evair foi expulso, estava fora nosso melhor batedor de penaltis. Mais uma vez Dudamel fez o quanto quis de cera e dos 3 minutos que o Robaldo Aquino deu de acréscimo, o goleiro deles ficou 2 deitado, sendo atendido em campo.
Penaltis, o titulo seria decidido nos pênaltis. Loteria? acredito que não. Vence quem é mais competente naquele momento. Um pouco antes das cobranças, Seu Nicola, um senhor palestrino das antigas, amigo de arquibancada me abraçou e me falou com seu sotaque do bexiga: --- Benê, o que voga é o primeiro pênalti, se fizermos o primeiro ta ganho. Olho pro campo e vejo Zinho ajeitando a bola, silêncio no Palestra, ele corre, bate e a bola vai no travessão e saí. Nesse momento juro que todos corinthiano que eu conheço, e são muitos, passaram em minha mente. Olho pro seu Nicola e duas lágrimas escorrem pelo seu rosto, escuto ele resmungar; --- Porra já vi esse time ser duas vezes vice da Libertadores e vou morrer sem ver ele ser campeon. Abracei o veio e tentei anima-lo: --- Não acabou não, nós vamos ganhar essa porra. Vieram as cobranças de Junior Baiano, Roque Jr, Rogério empatamos em 3 a 3, nisso a torcida começou a gritar: Fora, Fora, Fora. Bedoia bateu na trave, não foi pra fora mais ta valendo. Ultima cobrança, Euller bate no cantinho e estamos na frente. Nós temos São Marcos, aliás graças a ele que nós estávamos disputando essa final. Mais uma vez o estádio inteiro gritava Fora, Fora, Fora. Zapata, 6 gols de pênalti nessa Libertadores, corre bate e Viva Zapata, a bola obedeceu a 32 mil palmeirenses que pediam no estádio e mais milhões que pediam por todo o Brasil, fora. Não consegui segurar e chorei, chorei pra caralho, um choro de alegria, uma alegria que não dá para descrever, depois de 18 anos meu sonho estava realizado, meu sonho e de todo Palmeirense. Como dizia o Raul: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto, não é sonho, é realidade”.
A América era verde.
Depois de comemorar lá dentro do Palestra, saí e bateu uma puta fome, parei na Barraca do Bigode e bati uns 3 lanches de pernil. Na minha cabeça eu já ia planejando o que ia fazer para zuar os amigos que torciam para outros times, logicamente com um tratamento especial para a gambazada, afinal freguês bom é freguês fiel.
Desse jogo eu guardo as melhores lembranças possíveis, mas uma coisa que eu fiz antes do jogo rende até hoje, eu tirei Xerox coloridas do meu ingresso, mandei plastificar e carrego na minha carteira, quando é preciso colocar um corinthiano no seu devido lugar eu simplesmente mostro o ingresso e digo, já viram um desses com o nome de vosso time. Os caras chegam a babar no canto da boca. Abaixo segue a imagem scaneada do ingresso para quem quiser fazer o mesmo.

Amanhã contra o Nacional em Montivideo espero que o nosso time incorpore a raça de São Marcos e Pierre e honre a nossa camisa. Tenho certeza que passaremos para a semi-final, mas se não der, que pelo menos o time lute até o fim.
“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense...é totalmente impossível”. Joelmir Beting


domingo, 14 de junho de 2009

DIRETORIA COMPETENTE É ISSO


Ano passado o dia da Parada do Orgulho Gay aconteceu no dia 25/05/2008 e no mesmo dia teve jogo dos Bambis no Panetone, e não preciso nem dizer que o Morumba ficou às moscas, porque as Libélulas e as Borboletas estavam todas na Paulista. Eu até fiz uma postagem aqui no Voadora, quem quiser ver clique aqui. Mas a diretoria do São Paulo realmente é boa de planejamento e esse ano não teve que dividir a bambizada com o desfile das bicholetas.