domingo, 8 de setembro de 2013
A SEMANA - 002, DE 1 À 7 DE SETEMBRO DE 2013.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
PONTE ORESTES QUÉRCIA
A morte melhora as pessoas, morreu virou santo. Orestes Quércia merece homenagem? No histórico do cidadão aparece os cargos que ele ocupou, devia aparecer também todas as mazelas que ele cometeu nas suas honestas administrações. Orestes Quércia, Antonio Carlos Magalhães, Paulo Maluf (esse ainda não morreu? que pena), bom essa gente não merece ser eternizada em grandes obras, no máximo dar nome para alguma ala de presidio. Talvez os atuais governantes tenham alguma dívida com o antigo governador e por isso a ponte se chamará Orestes Quércia. Pensando bem a ponte ligará a avenida do Estado à Marginal do Tietê, se vai do Estado para Marginal então tem que chamar Orestes Quércia mesmo. terça-feira, 30 de novembro de 2010
ADEUS À LESLIE NIELSEN E MARIO MONICELLI
Leslie Nielsen

Quem olhasse pela primeira vez para esse senhor teria uma sensação de credibilidade, o cara tinha um semblante sério, alguém para se confiar. Talvez por isso em seu inicio de carreira fazia papel de capitão, foi assim em o Planeta Proíbido(Forbidden Planet, 1956) e também em O Destino do Poseidon (The Poseidon Adventure, 1972).
Fez inúmeros papeis sérios durante mais de vinte anos até que topou fazer um médico totalmente maluco em Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (Airplane, 1980), a partir daí sua cara de sério fazendo papeis de maluco passou ser algo comum em muitas comédias.
Uma vez descoberta a sua veia cômica emprestou sua cara para todo tipo de personagem; foi padre em A Repossuída, vampiro em Drácula, Morto mas Feliz, Mr. Magoo, foi Papai Noel em Um Pedido de Natal, foi agente secreto em Duro de Espiar mas nenhum personagem o marcou tanto como o Tenente Frank Drebin de Corra que a Policia Vem Aí.
A comédia besterol nunca mais será a mesma sem Leslie Nielsen.
Mario Monicelli
Uma vez eu briguei com uma namorada e saí sozinho e fui andar na avenida Paulista, sempre gostei de andar por lá, entrei no Conjunto Nacional e o cartaz do Cinearte me chamou atenção, eram pinos de boliche com o rosto de alguns coroas, o filme Quinteto Irreverente, resolvi entrar e foram duas horas de gargalhadas e a certeza de ter assistido um dos melhores filmes que eu já tinha visto.
Era o primeiro filme de Mario Monicelli que eu assistia, virei fã e passei a procurar por suas obras, descobri O Incrível Exercito Brancaleone, Mortadela, Brancaleone e as Cruzadas, Meus Caros Amigos, Parente é Serpente, Meus Caros F... Amigos(quem será que dá esses títulos?). Virou um dos meus diretores favoritos, seus filmes são simples, humanos e engraçados, eu indico aos amigos e aviso é cinema italiano, não é todo mundo que gosta, na verdade eu devia dizer é cinema humano, sem efeitos, sem apelação, só emoção.
Outro dia assisti a uma comédia romântica com minha esposa, tenho feito muito isso, Sob o Sol da Toscana com a bela Diane Lane e apesar do filme ser bacaninha o que me deixou mais feliz foi ver o grande Mario Monicelli interpretando ele mesmo; um velho da Toscana.
Ontem minha cunhada me ligou e perguntou; viu quem morreu? Eu respondi que sim que talvez escreveria sobre Leslie Nielsen no blog, ela então me deu a noticia de que o velho diretor italiano havia se suicidado, ele escolheu morrer da forma como morreria um de seus personagens, de forma digna e passional.
A gente perde, o cinema perde muito e eu posso dizer que um Caro Amigo se foi.

